• PROTECÇÃO CIVIL REFORÇA ACOMPANHAMENTO AO REASSENTAMENTO DE FAMÍLIAS VÍTIMAS DO RIO CAVACO


    A Comissão Nacional de Protecção Civil realizou, esta quinta-feira, 24 de Setembro, em Benguela, uma reunião de trabalho para avaliar a situação das famílias afectadas pelas chuvas e acompanhar as acções em curso para o restabelecimento da normalidade.
    Durante a jornada, a comissão visitou as obras de construção das novas habitações destinadas às famílias sinistradas e o centro de acolhimento, onde foram entregues meios rolantes para reforçar as equipas de assistência às populações.
    O Governador Provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, considerou que a intervenção da Comissão Nacional representa um impulso importante para a resolução dos problemas resultantes das calamidades.
    Segundo o Governador, o processo de reintegração tem registado avanços significativos. Dos cerca de 16 mil agregados familiares inicialmente acolhidos nos centros, permanecem apenas cerca de mil, estando a maioria já reintegrada nas suas comunidades.
    Manuel Nunes Júnior assegurou que o Governo local vai continuar a trabalhar para cumprir com as suas obrigações e garantir as condições necessárias para que os trabalhos avancem conforme os compromissos estabelecidos.
    Por sua vez, o Comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Comissário-Bombeiro Principal Manuel Lutucuta, referiu que a deslocação a Benguela visa avaliar o cumprimento das orientações emanadas pela Comissão Nacional e verificar no terreno o nível de execução das acções definidas.
    O responsável destacou o avanço das obras, com mais de duas mil casas em construção, distribuídas por quatro empreitadas e executadas por igual número de empresas.
    As obras incluem o fabrico de blocos, montagem de pavimentos e outras componentes das habitações, com recurso à mão-de-obra local e acompanhamento do Governo Provincial e das estruturas de Protecção Civil.
    O Comandante apelou à população para reforçar as medidas de prevenção, sublinhando que a protecção da vida deve ser prioridade, sobretudo face à previsão de chuvas acima do normal em algumas regiões do país.
    A Comissão Nacional de Protecção Civil garantiu que vai continuar a acompanhar a evolução das obras e a implementação de medidas preventivas, com especial atenção às comunidades ainda vulneráveis.