O processo de reconstrução e assistência às vítimas das cheias de 12 de Abril, na província de Benguela, entrou numa nova fase de esperança. Nesta quinta-feira, o Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, João Ernesto dos Santos Liberdade, liderou uma missão de alto nível para acompanhar, no terreno, o plano de reassentamento das famílias afetadas e o avanço das obras de recuperação.
Na qualidade de Coordenador da Comissão Nacional de Proteção Civil, e acompanhado pelo Governador Provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, o governante visitou o dique do bairro Calomanga, o Centro de Acolhimento do Novo Campismo e a área destinada à construção das futuras habitações para as famílias que perderam as suas casas e os seus bens.
Para responder à emergência habitacional, um Despacho Presidencial aprovou a construção de cerca de 2.000 habitações sociais, num projeto que será executado de forma faseada, com o objetivo de assegurar uma resposta célere e digna às famílias sinistradas. O cronograma prevê:
a) - Primeira fase (nos próximos oito meses): construção imediata de 250 habitações;
b) - Segunda fase: edificação de mais 500 habitações;
C) - Fase final: conclusão gradual das restantes unidades, até perfazer o total de duas mil habitações.
A iniciativa representa um passo decisivo para devolver estabilidade e segurança às famílias afetadas pelas cheias.
Obras no Rio Cavaco Já Ultrapassam os 70% de Execução.
A protecção das populações contra futuras inundações continua a ser uma das maiores prioridades das autoridades. Nesse sentido, as obras de emergência em curso no Rio Cavaco já ultrapassam os 70% de execução, tendo sido recuperados os pontos considerados mais críticos.
Concluída esta fase de intervenção, será lançado um projeto estrutural e definitivo de engenharia, destinado a reforçar a proteção da região e a reduzir significativamente o risco de novas calamidades.
Enquanto decorre o processo de construção das novas habitações, o Governo Central determinou o reforço da assistência às famílias que permanecem nos centros de acolhimento. Entre as principais medidas destacam-se:
a) - Ampliação da capacidade de alojamento no Centro de Acolhimento do Novo Campismo;
b) - Reforço da distribuição de alimentos;
c) - Intensificação da assistência médica e do fornecimento de medicamentos;
d) - Maior intervenção dos setores da Saúde, Energia e Águas, Educação e Ambiente.
Atualmente, cerca de 1.200 famílias continuam a beneficiar de apoio nos centros de acolhimento. Entretanto, graças ao esforço conjunto da Comissão Provincial de Proteção Civil e dos seus parceiros, mais de 13 mil famílias já foram reintegradas com sucesso nas suas comunidades.
A mensagem deixada em Benguela é de compromisso e esperança: o trabalho continuará até que todas as famílias afetadas pelas cheias tenham um lar seguro e as suas condições de vida plenamente restabelecidas.
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ESPERANÇA EM BENGUELA: GOVERNO GARANTE NOVAS HABITAÇÕES E ACELERA OBRAS DE PROTEÇÃO APÓS AS CHEIAS